Cinco minutos
Quanto ao tempo de duração, percebi como ele é relativo.
Cinco minutos, em algum lugar de difícil compreensão para uma criança de cinco anos, podem parecer uma eternidade. Mas cinco minutos para entregar um trabalho podem ser quase nada.
Durante muito tempo, achei que o tempo fosse apenas uma questão de gosto ou necessidade. Cinco minutos podem ser muito ou pouco, dependendo do que estamos esperando que aconteça.
Hoje percebi que é mais do que isso.
Uma simples oração, que um dia parecia enorme, termina em cinco minutos. E, quando termina, nada parece exatamente como antes.
Talvez porque, para quem viveu ainda tão poucos anos, cinco minutos sejam uma parcela quase insignificante de uma vida inteira.
Mas a gente cresce.
E, conforme cresce, aprende que o tempo não é apenas aquilo que passa. É também aquilo que nos ensina a esperar, a perder, a permanecer e, principalmente, a aceitar que algumas coisas duram exatamente o tempo que precisam durar.
Talvez amadurecer seja isso também:
parar de medir o tempo pelo quanto gostaríamos que uma coisa durasse
e começar a entendê-lo pelo que ele foi capaz de deixar em nós.
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